terça-feira, 14 de junho de 2011

Relato de um viciado (em café)

Há certos momentos da vida em que você se pergunta: "Porquê, meu Deus? Porquê?" Ai, alguém vem sempre pra te lembrar que não se deve pronunciar o nome de Deus em vão. O meu é pronunciado assim quase que diariamente, ao ponto de eu ter me acostumado ao fato. Antes eu sentia aquela adrenalina e emoção em ficar altas horas acordado, me divertindo sem querer saber como eu estaria no dia seguinte. Ai você cresce, arruma um emprego, entra na faculdade... e percebe que a situação só não fica pior porque não te sobra tempo.

Faço Jornalismo no IPA. Um curso que gosto de fazer, não tem matemática e se estuda e aprende muito com a prática de sair para rua. O problema é que as provas são raras, ou seja, sua nota é calculada através de trabalhos. Até ai tudo bem, agora pense quantos trabalhos são acumulados por semana. Há vezes que você acumula dois trabalhos num mesmo dia para entregar na semana seguinte. Quando fazer? As madrugadas foram feitas para isso meu amigo.

Houveram situações em que fui obrigado a permanecer acordado a noite toda. Tive de ler um livro enorme, que não citarei o nome, que pra variar, foi escrito por um comunicólogo português. Já não bastasse a linguagem de um especialista, era num português completamente alienígena. Ler o livro era a primeira etapa. A segunda era fichar a criatura. Enquanto eu lia, o sono vinha. Os olhos ficavam cada vez mais pesados. Só havia um meio de permanecer acordado, através de energético (que eu não tinha) ou de café!

A contra gosto, aprendi a apreciar café. Não é a toa que é considerado um estimulante, afinal, vicia mesmo. Mas, fazer o quê? Enquanto não há algum remédio efetivo pra te manter acordado e sem efeitos colaterais, ficaremos a mercê do que se tem disponível no momento. E por falar em café, escrevi esse post ouvindo Oasis e tomando um café bem forte pra começar o dia com disposição!

Por Bruno Moura (e por quem mais seria)

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