domingo, 20 de maio de 2012

O que me move!



                O que eu busco? O que eu sou? Onde estou? Para onde vou? Tantas perguntas sem respostas, que atormentam tantos, que me pergunto se vale a pena pagar tão caro por algumas respostas. No fim das contas, o custo-benefício pode não ser tão vantajoso. Enquanto nos questionamos sobre o futuro, esquecemos o básico, que é viver. Não dá. A hipocrisia das pessoas é o que mais incomoda. Confuso? Eu sei, sempre é confuso. É difícil seguir um caminho que tem uma linha racional complexa.

                Sabe, você quer ser diferente e até tenta. Mas quanta gente frustrada te olha e te condena! São tantos “avisos” pra você “tomar cuidado”, que no fim se entende porque tantos desistem do "caminho escolhido" em prol do "caminho correto”. Isso me cheira a sabotagem. Não que seja premeditada, mas creio que ocorra de forma inconsciente. Explico com exemplos aos que não entenderam:

- Decidi seguir na música!

- Mas música é um caminho difícil.

- Eu sei, mas que caminho é fácil?

- Só conheço gente vagabunda trabalhando como músico.

- Quer dizer que os Beatles, Rolling Stones e o U2 eram vagabundos?

- Não, mas a situação deles era diferente. Eles tinham alguém por trás e tinham talento.

- Então eu não tenho talento o suficiente e sou vagabundo.

- Quero te dizer que tu não vai ser bem aceito na sociedade. Não vai ter estabilidade para sustentar família, filhos, contas e despesas. A maioria acaba fracassando. Quem sabe não faz algo como administração?

                Ao invés de receber apoio, acaba sendo sabotado. É necessário? Digo com base na minha experiência, que ouvi tantas “advertências” para não seguir no caminho que escolhi, que resolvi ignora-las. Para minha total surpresa, cá estou - vivo e melhor do que nunca. Não em renda, mas em espirito, convicção, felicidade e otimismo. Dinheiro é uma consequência. Quem pensa nas consequências? Acho que a maioria, mas como eu sempre digo... não sou a maioria!


                Que seja! Viverei sob o risco de fracassar, assim como sob o risco de vencer. Farei loucuras que serão a gota d’água para a conclusão de muitos - de que sou louco. Não interessa, quem estiver do meu lado, que fique. Quem estiver do outro lado, que olhe. O que estiver a minha espera, aguarde, só mais um pouco. O que quiser me ferir, que tente. Posso apanhar e cair, não faz mal, afinal posso me erguer e me curar. Nem a morte é o fim de tudo. Isso que faz muitos me estranharem, por eu ser o que sou, tem nome... é persistência. Apenas persistência, com uma grande dose de amor.

Por Bruno Moura

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