Se
solidão me incomodasse tanto, teria realmente dado cabo da minha vida há
tempos. Comecei com algo forte pra responder uma coisa que dificilmente as
pessoas vão notar sem esta resposta. Apenas sei que as pessoas são definidas em
dois grupos: das que não sentirei falta e das que quero manter por perto. O primeiro a gente exclui, faz uma faxina e
deu. O segundo é mais complexo, porque às vezes você quer manter uma pessoa que
não te quer, ou que vai sair da sua vida inevitavelmente.
Confesso
que se pudesse fazer uma limpa e excluir da minha vida as pessoas que não
suporto, gosto, ou que “não fedem nem cheiram”, não teria muita gente com quem
conversar. A questão é que a gente suporta devido ao fato de termos de conviver
com elas. Isso é a vida. Lidar com isso é complicado, e portanto, acho que uma
ajuda psicológica seria bem vinda. Isso explica porque comecei a estudar
psicologia de forma autodidata. Claro, sei que nunca vou me igualar aos
bacharéis da área, mas o que busco aqui é um vislumbre do todo.
Voltando
ao assunto, solidão, sei que às vezes sou insuportável. Muitos me julgam e
atiram a primeira pedra em mim, mas não se tocam e nem observam que às vezes
elas são tão chatas, senão piores do que eu. Todo mundo hoje em dia se suporta.
Ninguém tem colhões para falar a verdade. Todo mundo vive na política da boa
vizinhança. O problema é que sempre temos que soltar para fora o que pensamos,
pois nunca reprimimos tudo para nós. Ou seja, aí surge o desabafo.
Pior
que isso, talvez seja quando alguém compartilha algo com alguém, e esse alguém
aniquila com o que foi dito. Por exemplo, quando uma garota sai com um cara e
comenta o fato para a amiga. Essa por sua vez diz algo como “que cara nada a
ver” e ela para de sair com ele (pra começar que pessoas que se deixam
influenciar por opiniões alheias, não tem meu respeito, apenas desprezo). Isso é
verídico porque salta aos olhos em todos os âmbitos. As pessoas querem dar
conselhos em tudo e às vezes não se dão conta das asneiras que falam. Quando cometem
um erro, querem se eximir da culpa.
Como
filtrar as pessoas? Não sei, mas no fim acabo descobrindo as que eu quero por
perto. Mas como falei antes, o fato de querer não significa que conseguirei. Às
vezes, tenho um julgamento tão péssimo, que mantenho na volta pessoas que não
deveriam. Você descobre da pior maneira que assimilou pessoas que não valiam a
pena. Bom, isso faz parte da vida. Isso é viver. Viver é errar ou acertar. Oito ou 80. Cinquenta por cento de chances de
êxito. Um lance no cara e coroa. Você às vezes pensa em dizer sim, mas nem
analisa o não e vice-versa.
Livre-se
dos pré-julgamentos. Se permita viver, arriscar no que nunca arriscou. Vá
para
o trabalho, faculdade ou colégio por uma rota diferente de vez em quando. Olhe para
o céu num dia de sol e admire as nuvens. Cale sua boca de vez em quando, faz
bem pra você e pra quem te suporta. Mande alguém calar a boca de vez em quando,
pois poupa seus ouvidos e planta a semente do “semancol“. Lute por quem ama,
por quem gosta, por quem preza. Afaste todo o resto, quando possível. Fale
palavrões, quando quiser e não se preocupe com etiqueta, afinal, palavras são
palavras. Melhor falar um palavrão que ser um falso moralista de ocasião. Seja
quem é. Seja o que quer ser. Lute. Se perder, se levante e lute de novo. Se perder
de novo, insista, pois a derrota costuma desistir fácil diante dos
persistentes. Mas acima de tudo, persista e nunca perca o brilho nos olhos

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