“Millennium -
Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é uma adaptação da obra literária de
Stieg Larsson de mesmo nome. O primeiro de uma trilogia que é protagonizada
pelo jornalista, Mikael, e pela hacker tatuada, Lisbeth. O filme que excede a
margem de duas horas foi dirigido por David Fincher, que trabalhou com filmes
como “Se7en”, “Clube da Luta” e “A Rede Social”. No filme temos um perfeito
andamento da história que não atropela os fatos precipitadamente, seguindo-se
em um andamento aceitável.
O filme é
ambientado na Suécia, onde Mikael tenta denunciar em vão um esquema de
corrupção ligado ao financista Wennerström. Ao perceber que cai numa armadilha
e ser condenado por difamação, Mikael resolve se afastar da revista Millenniun,
depois de perder toda a sua credibilidade como profissional. Ele então recebe a
oportunidade de trabalhar num caso de desaparecimento, ocorrido a mais de 20
anos, em troca de provas que lhe ajudariam a desmascarar Wennerström e provar
sua inocência. Enquanto isso, temos ainda a segunda protagonista da história,
Lisbeth, uma misteriosa jovem tatuada, astuta e de grande intelecto. Após seu
tutor sofrer um derrame e ficar incapacitado, ela passa a ser abusada por seu
novo responsável, que lhe cobra favores sexuais em troca da liberação de seu
dinheiro. Claro, Lisbeth acaba se vingando de uma forma cruel, mas fica claro
para o público que a ação foi justificada.
Conforme a
investigação desenrola, Mikael acaba recebendo a ajuda de Lisbeth graças a uma
indicação do advogado de seu contratante. Daí em diante, temos grandes
revelações e grandes atuações, tanto de Daniel Craig (Mikael), quanto de Rooney
Mara (Lisbeth). Stellan Skarsgård (Martin) também tem grande destaque.
Temos também
toda a melancolia gerada pelo ambiente frio da história. As locações utilizadas
para gravação foram na própria Suécia, onde a história do livro/filme ocorre.
Não posso dar detalhes quanto à fidelidade do filme quanto à obra.
Outro ponto
interessante e digno de nota é quanto à personalidade dos personagens. Não
temos o típico protagonista defensor dos princípios sociais corretos. Lisbeth
representa a força que geralmente é característica de personagens masculinos.
Mikael tenta se relacionar melhor com sua filha e ao mesmo tempo lidar com seus
casos amorosos, que acabam por incluir Lisbeth. Os personagens se tornam
cativantes exatamente pela falta de moralismo excessivo.
Por fim, temos
o desfecho do mistério por trás do caso que Mikael investigou. Mas o “grand finale”
para mim foi o desfecho com Lisbeth.
Rooney Mara roubou a cena a ponto de ofuscar a atuação de Daniel Craig
(que também foi deslumbrante).
Por Bruno Moura
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