segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres



“Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é uma adaptação da obra literária de Stieg Larsson de mesmo nome. O primeiro de uma trilogia que é protagonizada pelo jornalista, Mikael, e pela hacker tatuada, Lisbeth. O filme que excede a margem de duas horas foi dirigido por David Fincher, que trabalhou com filmes como “Se7en”, “Clube da Luta” e “A Rede Social”. No filme temos um perfeito andamento da história que não atropela os fatos precipitadamente, seguindo-se em um andamento aceitável.
O filme é ambientado na Suécia, onde Mikael tenta denunciar em vão um esquema de corrupção ligado ao financista Wennerström. Ao perceber que cai numa armadilha e ser condenado por difamação, Mikael resolve se afastar da revista Millenniun, depois de perder toda a sua credibilidade como profissional. Ele então recebe a oportunidade de trabalhar num caso de desaparecimento, ocorrido a mais de 20 anos, em troca de provas que lhe ajudariam a desmascarar Wennerström e provar sua inocência. Enquanto isso, temos ainda a segunda protagonista da história, Lisbeth, uma misteriosa jovem tatuada, astuta e de grande intelecto. Após seu tutor sofrer um derrame e ficar incapacitado, ela passa a ser abusada por seu novo responsável, que lhe cobra favores sexuais em troca da liberação de seu dinheiro. Claro, Lisbeth acaba se vingando de uma forma cruel, mas fica claro para o público que a ação foi justificada.
Conforme a investigação desenrola, Mikael acaba recebendo a ajuda de Lisbeth graças a uma indicação do advogado de seu contratante. Daí em diante, temos grandes revelações e grandes atuações, tanto de Daniel Craig (Mikael), quanto de Rooney Mara (Lisbeth). Stellan Skarsgård (Martin) também tem grande destaque.
Temos também toda a melancolia gerada pelo ambiente frio da história. As locações utilizadas para gravação foram na própria Suécia, onde a história do livro/filme ocorre. Não posso dar detalhes quanto à fidelidade do filme quanto à obra.
Outro ponto interessante e digno de nota é quanto à personalidade dos personagens. Não temos o típico protagonista defensor dos princípios sociais corretos. Lisbeth representa a força que geralmente é característica de personagens masculinos. Mikael tenta se relacionar melhor com sua filha e ao mesmo tempo lidar com seus casos amorosos, que acabam por incluir Lisbeth. Os personagens se tornam cativantes exatamente pela falta de moralismo excessivo.
Por fim, temos o desfecho do mistério por trás do caso que Mikael investigou. Mas o “grand finale” para mim foi o desfecho com Lisbeth.  Rooney Mara roubou a cena a ponto de ofuscar a atuação de Daniel Craig (que também foi deslumbrante).

Por Bruno Moura

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